Seletividade alimentar ou só 'birra'? Quando a fono ajuda
Recusa alimentar vai além de manha. Entenda quando a seletividade é sensorial e como a fonoaudiologia e a terapia ocupacional atuam juntas.

Toda criança passa por fases seletivas. Mas quando a recusa alimentar é persistente, restrita a poucos itens e acompanhada de ansiedade à mesa, pode ser seletividade alimentar — um quadro que envolve fatores sensoriais, motores e comportamentais.
A seletividade alimentar não é 'birra'. A criança que recusa texturas, cores ou cheiros específicos muitas vezes está reagindo a uma sobrecarga sensorial real, e não a um capricho. Ignorar isso pode intensificar o quadro e comprometer a nutrição.
A atuação conjunta da fonoaudiologia (que avalia a mastigação, deglutição e a estrutura da boca) com a terapia ocupacional (que trabalha a regulação sensorial) é o caminho mais eficaz. A criança é exposta gradualmente, sem pressão, construindo uma relação mais tranquila com a comida.
Os resultados aparecem no prato e na rotina: mais variedade aceita, refeições mais calmas e uma família que volta a sentar à mesa sem medo.
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